Radar do Ceará

Ceará, o segundo estado mais violento do Brasil!

O Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP) publicou o balanço dos crimes violentos letais acontecidos no Brasil, durante o primeiro trimestre deste ano. O Ceará teve a segunda mais alta taxa de crimes violentos letais e intencionais (homicídios, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte) de todo o País, perdendo apenas para o Estado de Pernambuco. Foram 819 crimes dessa natureza acontecidos no Ceará, apenas nos três primeiros meses do ano. Embora o Governo do Ceará não queira admitir, há uma inegável escalada do crime organizado em nosso Estado.

Aqui, eles tem encontrado um ambiente institucional fragilizado, permissivo e leniente, com a inexistência flagrante de política estruturada para o combate ao crime e aos criminosos. As facções criminosas tem controlado a dinâmica social das comunidades, ameaçando famílias e, inclusive, expulsando as pessoas de suas próprias casas em vários territórios do Estado do Ceará. O cenário de disputa entre facções tem deixado o Estado refém dessas circunstancias.

É a dinâmica do crime que influencia a segurança do Estado e não o Estado que determina o controle da violência. Todos sabem que quando o território está “dominado” por uma única facção, sem disputas, normalmente os homicídios daquele local caem em virtude do controle único da comunidade. Quando há um cenário de conflagração, uma verdadeira guerra civil se instala e os homicídios aumentam e, não muito raro, passam a vitimar cidadãos sem qualquer relação com a prática de crimes. Um absurdo vermos como um progressivo e bárbaro cenário de terror tem se instalado no Ceará!

O que mais preocupa é o aumento da ousadia do crime organizado em nosso Estado. As tragédias se acumulam e o crime estabelece, cada vez mais, conexões com o mundo dos negócios e, mesmo que indiretamente, com os órgãos do setor público. Enquanto o Ceará se transforma numa “terra sem lei”, o Governo do Estado assiste a tudo isso num misto de conformismo, apatia e distanciamento. É como se o problema não fosse nosso, do Ceará e dos cearenses. Sempre há alguma nota oficial fria, terceirizando responsabilidades e/ou prometendo ações futuras. Mas nada de concreto acontece!

O Rio de Janeiro não se transformou no que é hoje por acaso. Foi exatamente a covardia e a fraqueza do enfrentamento institucional ao crime organizado que fez com que no Rio de Janeiro de hoje o crime controle até mesmo boa parte das instituições que deveriam combatê-lo. Não há fórmulas mágicas para um problema tão complexo, mas há um consenso de que o exemplo, a palavra e, sobretudo, as ações das autoridades influenciam diretamente no combate ao crime organizado.

A fraqueza de compromisso contamina, enquanto a coragem e envolvimento efetivo, inspiram! Aqui mesmo no Brasil, em estados onde houve endurecimento efetivo no enfrentamento ao crime e envolvimento das lideranças e autoridades, a coisa tem mudado! É preciso que o governador assuma as suas responsabilidades, se envolva e lidere o esforço do Estado nessa gravíssima crise social da segurança pública!!

Compartilhar

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Preencha abaixo e se inscreva gratuitamente